O blog Esporte Hoje apresenta um programa especial com a retrospectiva do futebol em 2011, o Sportscast. Ele é um teste para um futuro projeto deste blog para 2012.
Espero que gostem e qualquer critica, sugestão ou apenas um parabéns são bem vindos.
Retrospectiva Futebol 2011 by Luis Tedesco
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Greve na NBA e a situação no Brasil - Parte 2
Nesta segunda parte da analise, abordarei como a violência no futebol poderia trazer a uma crise no esporte brasileiro.
Na história do futebol brasileiro, tivemos inúmeros casos de violência, sejam em brigas entre torcidas dentro ou nos arredores dos estádios (em alguns casos que levaram a mortes de torcedores), agressões a jogadores, treinadores e outros profissionais ligados ao esporte, porém mesmo após numerosos casos, poucas ações realmente efetivas foram tomadas. Em 2009, abordei o tema em outro post, pois o Brasil liderava o ranking em mortes em confrontos do futebol.
No auge das brigas de torcidas organizadas, algumas chegaram a ser fechadas pela justiça e outras leis foram criadas para inibir as ações violentas, o que melhorou a situação da violência, porém ainda acontecem casos de agressões.
Na última situação de conflito entre jogadores e torcedores, envolvendo o volante João Vitor, do Palmeiras, e um grupo de torcedores do clube que reclamavam da atuação da equipe, se especulou uma paralisação por uma rodada pelos jogadores dos clubes paulistas (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), mas o protesto não seguiu em frente.
Contudo, e se, em algum momento, a violência no futebol ultrapassar o lado mais fraco nesta equação, o torcedor e, com isto, um jogador, dirigente ou árbitro sofrer um atentado mais grave, que cause uma grande comoção na categoria e no público, poderia acontecer um levante de protestos de tal forma que a atual situação de violência no futebol brasileiro diminua.
Uma greve dos jogadores, pressão dos dirigentes ou e a pressão negativa da mídia poderia fazer com que não apenas as leis que punem as brigas no futebol (tanto entre torcidas, como a punição por brigas entre jogadores), mas também campanhas que lutem mais efetivas pela paz nos estádios, buscando incluir efetivamente as torcidas organizadas nessas campanhas, mantendo o que já teve de bons nas campanhas anteriores e corrigindo o que aconteceu de errado e outras atitudes que podem ser feitas para inibir a violência no esporte brasileiro.
Estes dois últimos textos apresentam possibilidades reais, mas pessimistas e extremas. Os envolvidos nos esportes, tanto os dirigentes, jogadores e demais profissionais, como os torcedores tem que fazer a sua parte, seja quanto a questão econômica como da violência e ajudar o esporte brasileiro evoluir.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Perfil – Dr. Sócrates, a cura alvinegra
Fonte da Foto: http://blogdojuca.uol.com.br/
Faleceu na madruga deste domingo, 4 de dezembro, o Dr. Sócrates, ídolo eterno da torcida Corinthians, vitima de uma infecção generalizada. Neste ano, o jogador foi internado outras vezes devido a uma cirrose hepática.
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira nasceu em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, mas foi em Ribeirão Preto que apareceu para o mundo do futebol. O jogador foi revelado pelo Botafogo, onde logo cedo se destacou como jogador. Foi neste momento também que Sócrates justificou a alcunha de “Doutor”, pois iniciou o curso de medicina, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
Em 1977, ajudou o Botafogo em realizar grande campanha no campeonato paulista, onde se sagrou campeão do primeiro turno, além de ser o principal goleador.
Contratado pelo Corinthians em 78, o doutor do futebol não deixou a faculdade de medicina de lado, somente entrando plenamente no Corinthians ao termino de seu curso.
No Parque São Jorge foi onde o D.r Sócrates mais se destacou, conquistando os títulos paulista de 1979, 1982 e 1983, sendo os dois último dentro da “Democracia Corinthiana”, em que Sócrates foi um dos cabeças desse movimento.
A “Democracia Corinthina” foi um movimento em que jogadores, membros da comissão técnica e diretoria decidiam sobre o rumo do futebol do clube em relação a fatos como local da concentração, reforços, e outras situações, tudo decidido por voto.
Este fato fez com que Sócrates fosse um nome de destaque também no movimento de redemocratização do Brasil, Diretas Já, ao comparecer em manifestações e defender o movimento publicamente.
O jogador saiu do Corinthians em 1984, rumo ao Itália, onde defendeu a Fiorentina. A passagem em solo Italiano, contudo, não foi dos melhores. Sem se adaptar ao novo país, não apresentou o mesmo futebol e voltou para o Brasil em 1985, para jogar no Flamengo.
No Rubro Negro, Sócrates conquistou o campeonato carioca de 1986. Terminada a temporada, cobrou o Flamengo pelo aluguel de seu passe, porém sem resultado, o que fez ele sair do Rio de Janeiro e ficar um ano na várzea do interior paulista, até que o Santos o contratou.
No Santos, as suas atuações são discretas e sem conquistar títulos. Foi então que voltou para o time que o revelou, o Botafogo de Ribeirão Preto, onde encerrou sua carreira.
Na seleção brasileira, Sócrates jogou 63 jogos e fez 25 gols. Entre estes jogos estão duas Copas do Mundo: 1982 e 1986.
Fora de campo, Sócrates também era colunista da Carta Capital, participava do Cartão Verde na TV Cultura e colecionou amigos e admirados entre os fãs do futebol.
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