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Faleceu na madruga deste domingo, 4 de dezembro, o Dr. Sócrates, ídolo eterno da torcida Corinthians, vitima de uma infecção generalizada. Neste ano, o jogador foi internado outras vezes devido a uma cirrose hepática.
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira nasceu em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, mas foi em Ribeirão Preto que apareceu para o mundo do futebol. O jogador foi revelado pelo Botafogo, onde logo cedo se destacou como jogador. Foi neste momento também que Sócrates justificou a alcunha de “Doutor”, pois iniciou o curso de medicina, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
Em 1977, ajudou o Botafogo em realizar grande campanha no campeonato paulista, onde se sagrou campeão do primeiro turno, além de ser o principal goleador.
Contratado pelo Corinthians em 78, o doutor do futebol não deixou a faculdade de medicina de lado, somente entrando plenamente no Corinthians ao termino de seu curso.
No Parque São Jorge foi onde o D.r Sócrates mais se destacou, conquistando os títulos paulista de 1979, 1982 e 1983, sendo os dois último dentro da “Democracia Corinthiana”, em que Sócrates foi um dos cabeças desse movimento.
A “Democracia Corinthina” foi um movimento em que jogadores, membros da comissão técnica e diretoria decidiam sobre o rumo do futebol do clube em relação a fatos como local da concentração, reforços, e outras situações, tudo decidido por voto.
Este fato fez com que Sócrates fosse um nome de destaque também no movimento de redemocratização do Brasil, Diretas Já, ao comparecer em manifestações e defender o movimento publicamente.
O jogador saiu do Corinthians em 1984, rumo ao Itália, onde defendeu a Fiorentina. A passagem em solo Italiano, contudo, não foi dos melhores. Sem se adaptar ao novo país, não apresentou o mesmo futebol e voltou para o Brasil em 1985, para jogar no Flamengo.
No Rubro Negro, Sócrates conquistou o campeonato carioca de 1986. Terminada a temporada, cobrou o Flamengo pelo aluguel de seu passe, porém sem resultado, o que fez ele sair do Rio de Janeiro e ficar um ano na várzea do interior paulista, até que o Santos o contratou.
No Santos, as suas atuações são discretas e sem conquistar títulos. Foi então que voltou para o time que o revelou, o Botafogo de Ribeirão Preto, onde encerrou sua carreira.
Na seleção brasileira, Sócrates jogou 63 jogos e fez 25 gols. Entre estes jogos estão duas Copas do Mundo: 1982 e 1986.
Fora de campo, Sócrates também era colunista da Carta Capital, participava do Cartão Verde na TV Cultura e colecionou amigos e admirados entre os fãs do futebol.

2 comentários:
Definitivamente ele vai deixar saudades.
http://duo-postal.blogspot.com
Vai mesmo Duo, ele era um tipo raro de jogador e de pessoa.
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