segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Greve na NBA e a situação no Brasil - Parte 2


Nesta segunda parte da analise, abordarei como a violência no futebol poderia trazer a uma crise no esporte brasileiro.
Na história do futebol brasileiro, tivemos inúmeros casos de violência, sejam em brigas entre torcidas dentro ou nos arredores dos estádios (em alguns casos que levaram a mortes de torcedores), agressões a jogadores, treinadores e outros profissionais ligados ao esporte, porém mesmo após numerosos casos, poucas ações realmente efetivas foram tomadas. Em 2009, abordei o tema em outro post, pois o Brasil liderava o ranking em mortes em confrontos do futebol.

No auge das brigas de torcidas organizadas, algumas chegaram a ser fechadas pela justiça e outras leis foram criadas para inibir as ações violentas, o que melhorou a situação da violência, porém ainda acontecem casos de agressões.
Na última situação de conflito entre jogadores e torcedores, envolvendo o volante João Vitor, do Palmeiras, e um grupo de torcedores do clube que reclamavam da atuação da equipe, se especulou uma paralisação por uma rodada pelos jogadores dos clubes paulistas (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), mas o protesto não seguiu em frente.
Contudo, e se, em algum momento, a violência no futebol ultrapassar o lado mais fraco nesta equação, o torcedor e, com isto, um jogador, dirigente ou árbitro sofrer um atentado mais grave, que cause uma grande comoção na categoria e no público, poderia acontecer um levante de protestos de tal forma que a atual situação de violência no futebol brasileiro diminua. 

Uma greve dos jogadores, pressão dos dirigentes ou e a pressão negativa da mídia poderia fazer com que não apenas as leis que punem as brigas no futebol (tanto entre torcidas, como a punição por brigas entre jogadores), mas também campanhas que lutem mais efetivas pela paz nos estádios, buscando incluir efetivamente as torcidas organizadas nessas campanhas, mantendo o que já teve de bons nas campanhas anteriores e corrigindo o que aconteceu de errado e outras atitudes que podem ser feitas para inibir a violência no esporte brasileiro.


Estes dois últimos textos apresentam possibilidades reais, mas pessimistas e extremas. Os envolvidos nos esportes, tanto os dirigentes, jogadores e demais profissionais, como os torcedores tem que fazer a sua parte, seja quanto a questão econômica como da violência e ajudar o esporte brasileiro evoluir.

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