terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Estranho Ataque Alviverde – Parte 1


Segundo maior em “Finalização”, quinto em “Cruzamentos”, terceiro em “Dribles” (e quarto em dribles certos) e ainda assim apenas o 13º ataque do Brasileiro. Esse é o ataque do Palmeiras. Mas como explicar que um time que aparece entre os primeiros em quesitos importantes para o bom funcionamento do ataque, não consegue transformar esses números em gols?

Os principais problemas para a falta do gol palmeirense são: a Falta do “9”, falhas na finalização e problemas na armação das jogadas. Eu abordarei nesse e nos próximos textos sobre cada um desses problemas, começando pela falta do centro avante.

O primeiro ponto a ser abordado é a falta do famoso camisa “9”, ou seja, aquele jogador com a principal função de marcar gols. Por muito tempo, o time de Felipão jogou com Kleber na posição de centro avante, posição em que não rende completamente. Kleber é mais um segundo atacante, que busca mais o jogo e prende a bola no ataque esperando os outros jogadores chegarem ao ataque do que um finalizador e especialista em marcar gols. No elenco, o único jogador com as características de centroavante era o Dinei, porém, tecnicamente, não é o jogador ideal para jogar na posição e também passou por um longo período no departamento médico que prejudicou ele ter uma melhor carreira no Palmeiras, não como titular, mas como uma opção tática diferente.

Nas ultimas semanas, o clube contratou Fernandão, ex Guarani, e que já chegou mostrando um bom potencial, marcando gol no clássico contra o Corinthians e mantendo boas atuações nas partidas seguintes. O jogador deve ser uma peça importante no resto do campeonato e se tornar um grande jogador em um futuro próximo, porém para o planejamento para o elenco de 2012. o Palmeiras precisaria contratar um grande jogador para a posição.

A falta do centroavante também afeta o aproveitamento dos cruzamentos. Quinto clube com mais cruzamentos, a maior parte dos gols de cruzamentos saem de faltas laterais e escanteios cobrados pelo Marcos Assunção e marcados pelos zagueiros. Os cruzamentos feitos pelos laterais não rendem muitos gols, pois, sem o “9”, muitas vezes os laterais cruzam e não tem um jogador para disputar a bola dentro da área e, quando tem, possui uma baixa altura em relação aos zagueiros adversários. Com isto, em vez de ser mais uma opção de gols, o ataque não oferece muito perigo e as bola apenas passa de um lado para o outro do ataque ou os zagueiros recuperam e o adversário parte para o ataque.

No próximo texto, eu abordarei sobre os motivos da falha da finalização do time.

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