O Santos conquistou o seu terceiro titulo da Taça Libertadores da América após vitória de 1 a 0 sobre o Peñarol. Apontado como grande favorito no inicio da competição, o inicio da equipe não foi o esperado e o alvinegro se viu com grandes chances de ser eliminado ainda na primeira fase.
O clube paulista apresentava um futebol ofensivo, com destaques individuais como Neymar e Elano brilhando, porém sofria com falhas sucessivas na defesa. Além disto, mesmo quando os destaques individuais se destacavam, o Santos não conseguia apresentar um bom desempenho coletivo, sofrendo ainda mais com os contra-ataques das equipes adversárias.
Além disto, o clube sofria com muitos jogadores no departamento médico, o que dificultava ainda mais a montagem do time titular.
Taticamente, o sistema defensivo santista sofria pela forma como marcava. A marcação no meio de campo era fraca. A dupla de volantes não se acerta na marcação e deixava os meio campistas adversários muitas vezes livres para armar jogadas ou tabelar com os atacantes. Com isto, os zagueiros ficavam mano - a - mano com os atacantes adversários.
Os jogadores de meio de campo e ataque também ajudavam pouco a marcação, o que aumentava a fragilidade da defesa.
Quando Muricy chegou ao Santos, o maior mérito na conquista foi reforçar a marcação santista. O técnico contou com a volta de Arouca no meio de campo e recuperou o futebol do volante Adriano, que assumiu a titularidade. Ao mesmo tempo, os jogadores de ataque começaram a ajudar mais a defesa, pressionando a saída de bola adversária e ajudando a defesa. Com isto, os zagueiros ficavam menos no mano – a – mano com os adversários e a dupla pode adquirir mais confiança e melhorando o seu desempenho.
A melhora na defesa foi o ponto fundamental para o futebol do Santos crescer e conquistar os títulos paulista e da Taça Libertadores.
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