O Real Madri, em apenas três dias, movimentou o mercado europeu e a lista de contratações mais caras da historia. Na segunda feira, o time de Florentino Perez anunciou a contratação de Kaká, então no Milan, por 65 milhões de euros e nesta quinta feira confirmou o acerto com o português Cristiano Ronaldo, ex Manchester United, por 93 milhões de euros. As duas negociações equivalem respectivamente ao terceiro e primeiro maior valor na historia do futebol (antes a mais cara negociação foi a de Zidane para o mesmo Real Madri).
As novas aquisições do time de Madri demonstram a vontade do presidente do clube repetir a formula dos “galáticos”, assim como se utilizou em seu mandato anterior, na primeira metade da década, quando reuniu astros do nível de Zidane, Ronaldo, Roberto Carlos, Figo e outros no mesmo time.
Entretanto, o clube espanhol comete os mesmos erros de antes e que levaram a derrocada dos primeiros “galáticos”: a pouca preocupação com o ataque.
No passado, o time contratou uma grande quantidade de meias e atacantes de renome, porém não teve a mesma preocupação em contratar bons jogadores de defesa, o que deixou o time muito exposto e vulnerável, o que foi decisivo para a queda. O mesmo ocorre agora, quando, ao mesmo tempo em que contrata Kaká e Cristiano Ronaldo, o clube deixa o zagueiro Cannavaro voltar para a Juventus.
Este é um problema que precisa ser corrigido, pois com uma defesa segura será importante até mesmo para o bom futebol desde novos contratados, que terão mais tranqüilidade para jogar.
Contudo, estas grandes contratações devem influenciar o mercado tanto de maneira positiva como negativa.
O lado positivo é que eles devem ajudar a movimentar, não apenas com o grande aporte financeiro que deram para os respectivos clubes, mas também por que agora Milan e Manchester United precisarão substituir as peças vendidas.
Por outro lado, devido aos altos valores pagos, o Real Madri inflaciona o mercado, o que no contexto de uma crise econômica que afeta o mundo todo, irá dificultar que os outros clubes, principalmente os menores, também consigam se reforçar com jogadores do mesmo nível e pagar os salários gigantescos que o time espanhol deverá pagar.
As contratações já rendeu criticas na Europa, entre outras pessoas, de Michel Platini, presidente da UEFA.
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